Na série Metamorfose, a pintura afirma-se como espaço de transformação da figura e da própria linguagem pictórica.
Entre desintegração e reconstrução, o corpo dissolve-se e reorganiza-se, dando origem a novas formas e sentidos. Em Entre Desintegração e Presença, a figura oscila entre desaparecer e afirmar-se, num equilíbrio instável entre matéria e emoção.
Em Do Grito ao Abraço, diferentes referências cruzam-se e transformam-se: a intensidade expressiva do fundo evoca o universo de Munch, o manto aproxima-se de uma linguagem decorativa inspirada em Klimt, e a figura constrói-se através de um cubismo de carácter mais lírico.
Deste encontro nasce uma nova imagem, onde a fragmentação inicial se abre a um movimento de união e aproximação.
Nesta série, a pintura deixa de ser apenas representação e torna-se processo — um lugar onde a imagem se constrói, se perde e volta a encontrar-se.
Do grito ao abraço
òleo sobre tela (2026)
60cm x 40cm
Entre desintegração e presença
Óleo sobre tela (2026)
60cm x 40cm