As janelas aqui retratadas foram inspiradas em casas abandonadas e em ruínas no concelho de Sintra. Pintadas entre 1996 e 1998, surgiram da minha observação de edifícios degradados, muitos deles esquecidos, que revelavam ainda traços de beleza e identidade.
A presença de animais nestas composições: gatos e aves é intencional: funcionam como alertas vivos, quase sentinelas silenciosas, a chamar atenção para a urgência da preservação. Algumas destas casas foram, entretanto, restauradas — outras, talvez, apenas sobreviveram na memória ou nestas telas.
Estas janelas não são apenas elementos arquitetónicos; são também metáforas de abandono e esperança, fronteiras entre o passado e a possibilidade de renovação.
A Popa à Janela
1996
70 x 50 cm
Janela Dupla
1996
50 x 70 cm
A Andorinha e a Janela
1995
70 x 50 cm
Andorinha à Janela II
1995
70 x 50 cm
Gato à Janela
1995
70 x 50 cm
Gato olha a Janela
1995
60 x 60 cm